Jogue com os seus filhos!

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publicado em 12.10.2016 por guerraem@gmail.com

É fato que os filhos adoram quando os pais se envolvem em suas brincadeiras. É uma cena muito legal ver um pai sentado no chão tentando entrar na imaginação de uma criança. Um dos problemas que vejo nisso é que algumas vezes a diversão é unilateral, pois enquanto o filho está ali curtindo, muitas vezes o pai não está achando tão interessante. As vezes ele está ali cansado, feliz sim por estar ao lado de seu filho, mas com vontade de fazer algo que também pudesse trazer para ele a mesma diversão de seu filho está desfrutando.

Mas será que existe uma atividade que possa trazer diversão tanto para uma criança quanto para um adulto? Ainda mais do que isso, será que seria possível incluir um avô também nessa equação? Existe algo que pode unir pessoas de idades tão diferentes, sendo prazerosa e divertida para todos? Existe sim! E a resposta está no mundo dos jogos de tabuleiro.

Por várias vezes já dividi uma mesa de jogo com minha filha e com meu pai! Três gerações na mesma mesa se divertindo igualmente! Da mesma forma que foi muito legal ter passado esse tempo me divertindo com meu pai, tenho certeza que o mesmo vale para minha filha. Nós sentamos juntos, rimos juntos, provocamos uns aos outros com algumas jogadas e saímos mais unidos disso tudo. E o que vai pra mesa pode ser surpreendente! Jogos que coloquei na mesa e agradaram bastante as três gerações foram Ticket to Ride e o Zombicide.

Minha filha mais velha, a Duda, é hoje minha principal parceira de jogatinas! Já escrevi várias vezes aqui no blog sobre nossas aventuras lúdicas. Jogamos todo tipo de jogos e se fosse citar todos aqui certamente ficaria muito longo! Recentemente engrenamos uma campanha de Arcadia Quest, o que extende nossa experiência por várias sessões de jogo, e, quando sobra um tempinho, sempre aproveitamos para uma partida rápida de Quarriors. Também não poderia deixar de falar do Splendor, no qual ainda tenho esperança de conseguir ganhar dela um dia...

 

 

Minha filha mais nova de apenas 5 anos, a Bia, também entra na jogatina. Ela ainda não sabe ler e por isso não consegue jogar jogos com presença de texto, mas se a carta só possui figuras, como o Dixit, ela tira de letra! Jogos de dados ela também gosta bastante – e como tem sorte essa baixinha. Jogamos sempre juntos Zombie Dice, King of Tokyo (sem as cartas) e Dungeon Roll (ajudando ela com o uso das habilidades). Quando ela me pede para contar uma história para dormir, diferente de muitos que sacam um livro, eu saco dez cartas do jogo Histórias e invento na hora um conto sem pé nem cabeça.

Quando estou com as duas, aproveito para seguirmos com mais um capítulo da história dos bravos ratinhos que se esgueiram por baixo do castelo para travar uma cruzada contra a malvada bruxa que enfeitiçou o rei. Não estou falando de um livro de fantasia ou de um desenho animado, mas do jogo Mice and Mystics. Se muitas histórias que nossos pais nos contavam são inesquecíveis, imagine se essa história for jogada! Por incrível que pareça, a mais nova consegue compreender bem as mecânicas básicas do jogo, e, por ser um jogo cooperativo, a ajudamos quando precisa ler alguma coisa!

 

 

Essas experiências que temos juntos são para toda vida! Tenho certeza que elas vão sempre se lembrar desses momentos, assim como eu também nunca vou me esquecer. Jogar lado a lado em um jogo cooperativo ou desafiar um ao outro em um jogo competitivo, faz nossa família ser mais unida e me permite passar um tempo de qualidade com minhas filhas e com meu pai. Com a correria do dia a dia, acabo fazendo isso menos vezes que gostaria, porém esses momentos nunca sairão de minha lembrança.

O Dia das Crianças está aí, e deixo uma sugestão para como você pode comemorá-lo: Pais, joguem com os seus filhos! E, por que não, filhos, joguem com os seus pais! Passem tempo juntos, mas não com atividades individuais cada um no seu canto, mas com uma atividade em que vocês irão interagir e se divertir juntos, afinal só deixa de ser criança quem quer.

 

Sobre guerraem@gmail.com


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Eduardo Guerra (@emguerra) é um jogador de RPG que se apaixonou pelos boardgames. Se sente mais atraído pelos chamados "Ameritrash", mas não recusa uma boa partida de qualquer estilo de jogo, dos familiares aos euros. Trabalha como pesquisador na área de computação no INPE de São José dos Campos. Vem se aventurando como game designer e é o autor dos jogos Crop Rotation e Enchanted Cubes.

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Comentários

1
13 de Outubro de 2016, 13:49

Ótimo texto!!! Parabéns Guerra!!


Galapagos default user image
15 de Outubro de 2016, 20:29

Verdade, jogos de tabuleiro são excelentes para jogar com os filhos. Também já joguei Zombicide e alguns da concorrência apenas com a minha filha. E a aquisição do Mice and Mystics pesou bastante depois dela ter visto um gameplay no youtube.


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19 de Outubro de 2016, 17:25

Parabéns pelo texto. Também sou um entusiasta dos jogos de tabuleiro como meio para unir a família em torno de uma mesa. E o resultado disso também é muito satisfatório.


Nordestino260x260
10 de Novembro de 2016, 11:53

Eu costumo jogar video games com meus filhos, já tinha pensado em jogos de tabuleiro mas sempre achei caro. Depois de ler o post, fico pensando como seria bom essa experiência e quanto eu pagaria pra tê-la em família. Comprando Potion Explosion agora mesmo!
Muito obrigado Eduardo.


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Estela disse:
26 de Novembro de 2016, 00:05

É isso ai!


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Renato B. disse:
28 de Novembro de 2016, 17:25

Eu concordo 100% especialmente com a parte de ser uma atividade que traz diversão tanto para crianças quanto para adultos. Nesse aspecto estou tendo uma experiência bem legal ensinando King of Tokyo para o meu filho de 4 anos. De fato, a questão da alfabetização é um limitador, que não desmerece nem um pouco o jogo, mas acredito ser possível se compensar isso. Eu escrevi um pouco sobre a minha experiência (ainda em processo) em http://teclogos.wordpress.com/2016/11/24/jogando-king-of-tokyo/


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Renato B. disse:
15 de Dezembro de 2016, 11:20

Uma curiosidade Eduardo, no Dixit sua filha de 5 anos conseguiu pegar bem a idéia de ser palavra ser clara o suficiente para que alguém acerte a carta dela evitando ser óbvia demais para que todo mundo acertasse? Caso positivo, como foi esse processo?

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18 de Janeiro de 2017, 12:11

Um dos desafios do Dixit é você tentar usar palavras que fazem parte do universo de quem está jogando. As vezes uma palavra que funciona para um grupo de amigos de infância, não vai funcionar com o pessoal do trabalho. Para jogar com uma criança, você precisa usar palavras do ambiente dela, dos desenhos que ela assiste, de pessoas da família, das brincadeiras e músicas que gosta e etc... Você precisa penetrar nas conexões que a mente da criança vai fazer e isso nem sempre será óbvio para o resto!

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Renato B. disse:
27 de Janeiro de 2017, 14:59

Eu concordo com a questão da conexão. De fato, acho que um dos aspectos interessantes do Dixit é justamente mostrar essa capacidade de pessoas se entenderem sem se comunicarem diretamente. No caso minha dúvida foi se sua filha pegou a sutileza do acerto das cartas. É algo simples mas demanda uma sutileza a abstração que são incomuns para a idade.

Logo minicientista 01
19 de Julho de 2017, 17:44

Aqui jogo também com meus filhos, como tenho uma loja virtual alem de aprender e testar os jogos, posso indicar o que funciona ou não para meus 3 (10,8,6anos) O dixit nas primeiras jogadas foi bem básico, mas a medida que foram jogando, principalmente a menor, esta questão de habilidades "linguisticas" melhora muito


Mm
29 de Janeiro de 2017, 13:30

M&M é um dos meus jogos favoritos.


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13 de Fevereiro de 2017, 16:05

Parabéns pelo texto Guerra! Dividimos a opinião de que o jogo de tabuleiro é uma ferramenta transformadora, assim como você, vejo o poder da conexão dos jogos entre as pessoas que dividem a mesa. Sou pai de dois filhos e reservo um tempo, quase todos os dias para jogar, me divertir e me conectar com eles. Obrigado por traduzir muito do que vivenciamos nesse texto.


Logo minicientista 01
19 de Julho de 2017, 17:46

Estou jogando imagine com eles, e é um dos que eles me surpreenderam com a criatividade que criam e imaginam as palavras. exemplo da minha de 6 anos: ela criou uma imagem em movimento da abertura, na parte do sofá, para adivinhar os simpsons, eu não fazia ideia do que era, mas o meu mais velho adivinhou. Esses pequenos nos surpreendem com os jogos. Não peguei M&M ainda, mas é o proximo


Galapagos default user image
01 de Agosto de 2017, 13:26

A minha filha de 7 anos é a minha maior parceira nos jogos


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